O Profissionalismo não é para Amadores
Por Hugo Fusco Lobo on Mai 8, 2008 | Em crônicas | 2 comentários »
Carlos e Mauro eram jovens e haviam começado a trabalhar e ganhar um dinheiro razoável há pouco tempo. Morando na casa dos pais ainda, aquele dinheiro parecia realmente muito. O Vale-Balada, como eles gostavam de dizer. O fato é que, ao contrário do esperado em pessoas “normais”, o trabalho não havia trazido responsabilidade nenhuma aos dois, pelo contrário, o dinheiro vinha apenas maximizando a capacidade de fazer merda de ambos. Capacidade que já não era pouca.
Certa vez, aproveitando que sua família havia viajado e a casa era toda sua por um final de semana, Mauro resolveu fazer uma brincadeira um pouco mais animada que os já tradicionais churrascos regados a cerveja, drogas, piriguetes e muita música ruim. Contou seus planos a Carlos, talvez a pessoa mais feliz e animada do mundo, que exultou na hora com a idéia.
Compraram o jornal e percorreram os classificados atrás de modelos, dançarinas e acompanhantes:
– Ha ha – animou-se Carlos – esse aqui é bom, olha só “Bianca, loira natural da cabeça aos pés, rosto europeu, bunda brasileira, seios americanos. Sonho de consumo.”
– Vamos ligar – disse Mauro, já com o telefone nas mãos.
Carlos tomou a aniciativa:
– Alô, Bianca, tudo bem? Olha só, eu vi seu anúncio no jornal e estou interessado nos seus serviços. É serviço completo, né? Quanto? Bom... olha só, mas estou eu e um amigo aqui, a gente quer saber se você tem uma amiga tão gata quanto você que esteja disponível também... Mas tem que ser bem gata, que nem você, hein! Massa! Então pode vir! Agora, quanto mais rápido, melhor!
Excitados com o porvir, tomaram um comprimido azul cada um e abriram mais uma cervejinha.
Uma hora depois a campainha tocou. Eram as moças. Desceram apressados para o portão. Um susto! A loira era realmente gata e gostosa, embora fosse ainda meio duvidoso que fosse natural. Sua amiga parecia uma carcaça de fusca velho em desmonte. Enferrujada. Torceram o bico e resolveram declinar a companhia das moças. Como boas moças de família, de educação refinada e pouco contato com a vida bandida, as moças ameaçaram:
– Ah, seus playboyzinhos, filhos das putas, a gente só sai daqui depois que vocês pagarem a gente, seus viadinhos!
“Filhos das putas”. Foi isso mesmo o que elas disseram, por mais estranho que possa parecer.
– Olha só, a gente não usou o serviço de vocês e tinha deixado bem claro que a sua parceira tinha que ser gata como você. Disseram os espertalhões em uníssono, cheios de razão.
As moças se foram gritando impropérios e amaldiçoando até a 5ª geração dos nossos heróis.
Com os comprimidos já tomados, não restou muito aos dois senão passar numa locadora (no caso, a casa de um amigo com uma baita coleção de vídeos interativos) e pegar uma meia dúzia de títulos.
Passaram a noite toda bebendo e descabelando o palhaço, esperando o efeito dos comprimidos passar ou o álcool derrubá-los, o que viesse primeiro.
Segunda-feira, Mauro foi trabalhar tranquilamente, cidadão responsável que era. Ao voltar para casa, sua mãe o esperava na sala:
– Mauro, meu filho, vieram uns PMs aqui hoje, meu filho. Ai, meu Deus, meu filho, eles disseram que vocês contrataram umas meninas e não pagaram, meu filho. Ai, meu filho, como vocês puderam fazer isso, meu filho?! Ai, que vergonha!
Mauro, constrangido, contou a história para a mãe, incrédula e chorosa, enquanto seu pai, que acompanhava a conversa, fazia um comentário ou outro:
– Trazer puta pra casa... eu não te ensinei nada não, moleque?! Pelo menos faz a merda direito. Amanhã os PMs vão passar para pegar a grana aqui e vocês nem “tchum” com as mulheres.
Os PMs devem ter se divertido bastante com as moçoilas.
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2 comentários
Uma certa saímos em uma turma, em que essa amiga estava presente, para jogar boliche quando de repente surge um atrito entre ela e uma outra mulher que estava por lá de bobeira.
Aquele blá blá blá, quando de repente minha amiga solta:
- Sua prostitua, você é uma puta safada...
Fiquei sem entender mas tudo bem...
Kkkkkk...
- Mas que filho da puta!
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