Da Putaria
Por Hugo Fusco Lobo on Fev 14, 2008 | Em textos | 16 comentários »
As mulheres queimaram seus sutiãs, contribuindo para o aquecimento global, e conquistaram várias coisas, incluindo o direito de serem putas. Não profissionais, dessas que a sociedade finge recriminar há milênios, mas igualmente pagas. Na verdade, elas até contam com o aval da sociedade.
Explico, antes que as feministas me queimem no fogo da inquisição. Adoro a independência feminina. Quero mais é que elas ganhem bem, tenham muito poder e me sustentem, que escrever texto para distribuir para os amigos não dá dinheiro nenhum. É sensacional sair com uma mulher e entrar numa parceria, do tipo:
- Hoje eu pago.
- Ok, mas a próxima é minha.
É ótimo até porque subentende o próximo encontro. Desde que se queira o próximo encontro, claro, senão basta topar a divisão da conta mesmo.
Felizmente, isso tem se tornado cada vez mais comum (ou será que sou eu que acerto na escolha?), o problema começa depois do jantar, quando se procura um canto mais reservado. Aliás, desculpe, o problema começa bem depois disso, quando se diz a famosa frase ao telefone:
- Boa noite, eu gostaria de encerrar a suíte 69.
(to be continued...)
A partir de então, temos uma cena digna de manicômio, quando a mulher – inteligente, bem-resolvida e independente – simplesmente finge ignorar o fato de que há uma conta a pagar, fica a se arrumar, ler o cardápio ou assistir o Futura na TV do quarto, esperando o seu comando para saírem.
A atitude é do tipo “eu já fiz a minha parte, agora faça a sua” ou, na versão mais agressiva, “você não espera que eu pague para te dar?!”. Ok, pagamos nós para comer vocês, assim como se faz com qualquer profissional.
O engraçado é que o dinheiro fica todo com o dono do estabelecimento, afinal a mulher moderna, independente, não necessita dele e deve aliviar sua consciência doando seu soldo, fruto de seu trabalho duro (literalmente), ao necessitado dono do estabelecimento, que já podemos chamar de cafetão.
- Boa noite, eu gostaria de encerrar a suíte 69.
- Houve consumo, senhor?
- Claro, o que você acha que eu vim fazer aqui?!
Pois é, “mãe é mãe, mulher é tudo vaca.”
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16 comentários
beijos mil.
Finalmente resolveu fazer algo que é da sua natureza: Escrever, escrever muito bem eu diria! Corinthias e faCHinas a parte, é sempre bom ler um texto seu! Por favor, TO BLOG o seu causo pneumático :) e depois reuna todos e ganhe muito dinheiro com uma coletânea do tipo: Fusco Lobo - 100 Casos de Tirar o Fôlego (Na verdade são 97). Aliás, tem muita gente com menos perspicácia e falta do que fazer escrevendo inutilidades corriqueiras faturando por aí...
Um forte abraço do seu amigo iletrado...
Jeferson Alexander (Jeff!)
Mas enfim, sua crítica carece de conteúdo. Talvez careça de prática também. Desejo mais amor para você.
parabéns
A verdade é que por mais modernas, independentes e sexualmente liberadas que sejamos, ainda queremos um homem que pague a conta do motel e que ligue no dia seguinte, depois de ter pago a conta do motel (mesmo que a gente tenha odiado a transa).
Paradoxo? Sem dúvida nenhuma.
Mulher é um bicho complicado e é aí que reside toda a graça e emoção do sexo feminino.
Para quê simplificar se podemos complicar?
Boa sorte em suas próximas idas ao motel.
de preferência, não ligue no dia seguinte (mesmo tendo adorado a transa).
A gente precisa de um tempo para digerir o negócio direito.
Mulher é um bicho complicado mesmo. E bão.
Bom, eu considero que conseguindo ir ao motel, já é boa sorte, mesmo pagando a conta. hehehe
DURO E SEM CLASSE. Peço mil desculpas ao autor, mas é dessa forma que ele revela-se no texto. Pôr a mulher no banco dos réus em seu lugar, é uma boa (porém falha) tentativa de esconder o seu, digamos, pequeno conteúdo.
As garotas que vão pra cama com um cara apenas por diversão, pagam o preço imposto pela sociedade. Podem ser chamadas de putas, vagabundas ou fáceis, numa roda de bar ou num texto qualquer de Blog. O homem que sai “galinhando” pela noite, do contrário, ostenta o título de pegador, garanhão, quiçá Paquerador Maluco. As meninas pagam um preço caro pela co-autoria do MESMO CRIME. Então, queridos pegadores, abram a carteira e PAGUEM O QUINHÃO QUE LHES CABE.
Meninas, vocês que gostam de relacionamentos fortuitos e furtivos, por favor! Já basta pagar o preço imposto pela sociedade: o risco de “cair” na boca malfadada do povo. Pagar continha de Motel pro garanhão que vai ficar com a fama de pegador (que com muita sorte não vai te difamar), é demais!
Dividam a conta sim, mas com o homem que é o seu companheiro, que participará da sua vida como amante e amigo. Quando esse cara surgir, não tenham dúvida! Dividam tudo!
O homem, da sua parte, quando encontrar a sua cara-metade, deve atentar-se para o seguinte: ele gosta de mulher malhada, perfumada, cuidada (e todos os “adas” que dêem um “up grade” na imagem) mas não imagina o quanto ela gasta para agradá-lo!!! Façam o seguinte: deixem as suas namoradas pagarem o Motel e paguem a conta mensal do salão (unha, cabelo, depilação,...) + cremes + xampus e produtos para o cabelo + cosméticos anti-idade + shakes emagrecedores, etc. Vocês verão que esses gastos põem a conta do motel e do restaurante no chinelo! Orgulhem-se da mulher vaidosa que vocês tiverem ao lado e demonstrem a sua admiração no mínimo pagando a conta! Porque não? Afinal:
GRANDES NEGÓCIOS EXIGEM GRANDES RISCOS.
GRANDES RECOMPENSAS EXIGEM GRANDES INVESTIMENTOS.
Quanto ao autor e seus pares, RESIGNEM-SE: enquanto saírem com garotas que vocês consideram putas, continuarão pagando o cachê.
Viver custa caro. E ninguém está incólume.
Primeiro, vaidade não é monopólio feminino. Segundo, comercializar a vaidade por uma continha de motel, além de ridiculamente capitalista, é de uma pobreza de espírito mor. Puta barata, ainda por cima. E não somos nós dizendo, são elas (apenas as que se comportam assim, que fique claro) se comportando como tal.
Não me espanta que alguém assim dê ouvidos a boatos e disse-me-disses da vida.
Sexo é divertido, não é motivo de vergonha e nem precisa ser comercializado.
Farpas civilizadas me interessam! :-)
Gosto do seu estilo!
Sucesso pra você!
Só um adendo: não sou machista, mas sou "sexista". Homens e mulheres nunca serão iguais, e esse é o verdadeiro tesão!
Bjoks
Ai o babaca vai dizer: e se vc tivesse homem a rodo blablabla.. Acontece que eu não tenho homem a rôdo pq não quero, ou melhor nem te interessa otário..
Mas não fica triste de seu contra golpe com categoria, afinal falta de foda faz o homem ficar escrevendo em blog e ficar lambendo a tela do PC com mulheres peladas kkkkk
Se doeu, me desculpe é só o começo, vira a bundinha aí para os seus coleguinhas blogueiros kkkk seu mané
Nem todo mundo nessa vida preocupa-se apenas com o BBB, o carnaval e a contagem do número de parceiros(as) eventuais atingido, há pessoas que se divertem lendo bons textos e escrevendo e assim dedicam parte do seu tempo livre a isso. E isso é perfeitamente conciliável com uma vida sexual ativa e saudável. Assim como sair com os amigos etc. Não vou perder meu tempo explicando em mais detalhes porque você não vai entender.
Bom, desculpe se a carapuça serviu, o intuito do texto era mais questionar o machismo arraigado no comportamento feminino (como a preocupação em pegar gente "a rodo"), mas seria muita pretensão minha que você entendesse isso.
boa putaria para você. Ou seria pescaria?
Não deixe de ler o blog.
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