Bye, Bye, Baby
Por Hugo Fusco Lobo on Set 3, 2009 | Em textos | 7 comentários »
É sempre triste o fim de um relacionamento. É triste porque acaba o relacionamento, mas não acaba o amor. O amor é uma coisa estranha que teima em sobreviver a tudo, até ao final do relacionamento. O amor é a barata, o final do relacionamento é a bomba atômica. Mas o fato é que no final só restam frangalhos de Hiroshima e as vergonhas e humilhações da guerra.
O primeiro baque é pesado. Aquilo parecia impossível e agora vem assim, igual você já viu acontecer com os outros. Passado o susto inicial, tudo parece ser muito fácil. Uma nova rotina surge e o novo agrada por um tempo enquanto o relacionamento parece estar apenas de férias.
Então vem a falta e ela vem com tudo. Todos os hábitos adquiridos e compartilhados ao longo dos anos te fazem lembrar e te apertam o coração. Mas nesse momento o contato é impossível, Hiroshima ainda está cheia de radiação. E a radiação demora para ir embora. Parece que ela só vai quando a saudade já está bem guardada lá no fundo da caixa, quase esquecida.
É estranho lembrar dos bons momentos, dos prazeres vividos, dos desencontros que culminaram em reencontros. É estranho aquele conforto que por um tempo parecia infinito, de repente, não mais do que de repente, acabar. E aos poucos ser substituído por outro conforto. É estranho lembrar como quem lembra de um ente querido que se foi. Mas acabou. Acabou. Eu sempre vou te amar, mas serei mais feliz sem você, tenho certeza. Quem sabe um dia a gente possa se encontrar e encontrar uma nova harmonia. Uma que não nos faça mal, que nos faça feliz, mas por hora não posso com você. Não devo. Sinto muito. Quem sabe um dia um cheese cake e um pão com requeijão? Gorgonzola, pizza, lasanha e nada de agrião? Quem sabe?!
Por hora, você é só overdose. Bye, bye, lactose.
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